Agricultura sustentável na Amazônia: Integração lavoura&Pecuária

 

Nunca antes na história da humanidade os problemas ambientais foram tão graves como agora. Credita-se a isso, segundo os ambientalistas, o descaso pelos recursos naturais provocados pelos grandes complexos agroindustriais que surgiram nas últimas duas décadas motivados pela abertura das economias internacionais. Nesse sentido, não há nada mais paradoxal do afirmar que o desenvolvimento tão sonhado pelo gigante adormecido chamado Brasil comece agora de certa forma engessá-lo devido ao alto custo ambiental que os sistemas produtivos utilizados provocaram tentando suprir a demanda cada vez maior dos mercados consumidores, principalmente àqueles ligados aos setores de exportação. Como se sabe, a pecuária se tornou a “bola da vez” considerando que os sistemas de criação de bovinos se dá pela forma extensiva na maior parte do território nacional gerando uma média de 2 a 4 arrobas por hectares/ano. Isso significa que o sistema produtivo atrasado usado até hoje já é um desastre comprovado.

Somente a partir do uso de novas tecnologias pelo empresário rural é que o desenvolvimento sustentável sairá da fase incipiente em que ainda se encontra, mesmo após tanto falatório por um bando de ecologistas e ambientalistas que parecem desconhecer completamente à realidade do setor produtivo no Brasil.  Por outro lado, o fazendeiro, hoje empresário rural traz na bruaca da mula todo o conhecimento em lidar com a terra e portando, com as ferramental tecnológicas disponibilizadas por vários órgãos técnico como a EMBRAPA descortina-se um novo cenário para uma forma de agricultura ecologicamente correta.

Basta para tanto que as autoridades governamentais criem linhas facilitadas de financiamentos para alavancar a agricultura e políticas de preços justa visando fixar e manter o homem no campo. Naturalmente que esse processo deve passar por uma reavaliação de tudo aquilo que é proposto pelo governo hoje.

Uma das formas mais eficazes de frear o desmatamento, principalmente, na Amazônia é a valorização da Rizicultura que se adapta perfeitamente ao tipo de clima e solo da região. Pesquisas mostram de forma clara que se pode produzir muito com baixo custo esse tipo de cultura, uma vez que bastaria uma grade arradora para inverter o solo com pastagens degradadas e em seguida fazer pequena correção química do solo com adubos. Vê-se que, esse tipo de consórcio entre pecuária e lavoura de arroz seria a forma ideal de revitalização da maioria das áreas ocupadas com pastagens, mas que são quase que improdutivas. Nota-se que após o plantio de arroz a qualidade nutricional do capim é substancialmente melhorada a ponto da lotação dar um aumento real na área da propriedade. Ganho que significa aumento na produtividade de arrobas por hectares que pode chegar a seis vezes a mais do que a praticada no modelo atual de pecuária extensiva.

Importante, é valido salientar que tudo isso tem um custo operacional que se justifica pelo desempenho da nova pastagem e o aumento do tempo para uma nova fase de recuperação que pode ser feita entre 5 e 10 anos depois da primeira, se o manejo for feito de maneira racional.